Nosso mantra contra os padrões: "Eu acredito em você"

31/03/2020

foto: @larissadare l beleza: @escolamadre
foto: @larissadare l beleza: @escolamadre

Eu acredito em você
quando me mostra a necessidade de uma mudança que ainda não vi.


Eu acredito em você
quando explica a sua visão de mundo e as escolhas que construíram a sua história.


A gente acredita em você
quando nos conta que na sua história nunca esteve o grande sonho de noivar e casar. Mas que, de repente, você se encontra completamente envolvida e insegura no processo de criação do vestido. Entendemos: não é apenas um vestido de noiva.


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Para iniciar o nosso mergulho pela essência do atelier, só poderíamos começar pela principal base que nos manteve até aqui: A diversidade.

Quando falamos sobre ela, estamos simplesmente abrindo um diálogo sobre nós mesmos: cada Eu vivendo na companhia de uma consciência e de um corpo tão semelhante e, ao mesmo tempo, tão, mas tão diferente um do outro! Acreditem, experimentem fazer roupa sob medida em um país tão miscigenado quanto o Brasil - é um desafio e tanto!

Nesse mundão você, por um acaso, já encontrou alguém que seja idêntico a você de corpo e vivência?

Com os mesmos traços, as mesmas curvas, as exatas medidas, as mesmas referências, experiências, dores e alegrias?

Por aqui, tudo o que vemos são pessoas completamente diferentes. Altas e baixas; loiras, ruivas e  morenas; católicas, umbandistas, evangélicas, judias, espíritas, adventistas e espiritualistas; asiáticas, árabes, negras, pardas, europeias: brasileiras.

O que encanta uma, acredite, desagrada (e muito) a outra.

Uma tem 92cm de busto enquanto a outra tem 126cm. São 34cm de busto que as separam - imagina que loucura seria escolher uma delas para representar o restante das mulheres do país?

É uma grande auto sabotagem esse caótico movimento de ora nos considerarmos o padrão e ora nos considerarmos fora dele.

Vamos sair desse looping?

"Eu acredito em você"

A medida que criamos, desde o início do atelier, para quebrar os padrões ao nosso redor foi tentar criar a mais sincera e pura conexão que podemos oferecer ao outro e que, automaticamente, nos leva à empatia.

Aquele sentimento que nasce instantaneamente quando olhamos nos olhos da outra pessoa e pensamos: "não entendo nada do que você está falando pois nunca passei por nada do que você está passando. Portanto, não sinto nada do que você está sentindo. Mesmo assim, Eu acredito em você!"

É um exercício e não iremos mentir: requer muita prática. A maioria de nós não está acostumado a desarmar os nossos julgamentos.

Nossa maior ferramenta foi escutar as mais diversas histórias que passaram pelo atelier. E o que nos motiva diariamente a praticar esse "mantra" é um simples questionamento: como nós, que somos a diversidade, poderemos coexistir em plenitude com esses julgamentos?

Vivemos trocas maravilhosas graças a esse pensamento: vestimos as mais diversas e belas mulheres, que casam com os(as) mais diversos e belos(as) parceiros(as), nos mais diversos e belos formatos de cerimônia que representam as mais diversas e belas conexões entre eles(as)! 

Nosso olhar tenta cada dia mais atravessar essas barreiras de pré-conceitos e é voltado, acima de tudo, para o respeito: pelo mundo, pelo próximo, por nós mesmos.

Acreditamos que, com muita conexão e empatia, chegaremos lá! <3


@juliapakatelier